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A preservação digital foi considerada, desde 2006, pela Direção-Geral do Livro, dos Arquivos e das Bibliotecas, (então Direção-Geral dos Arquivos), como prioridade estratégica de atuação.

Há, com efeito, vários fatores que justificam esta decisão:

As iniciativas do Governo Eletrónico determinam dever a Administração Pública basear, cada vez mais, a sua atividade no processo de negócio eletrónico no intuito de agilizar processos e assegurar um serviço mais rápido, completo e transparente para o cidadão. Neste cenário torna-se claro o crescimento de produção de objetos digitais, objetos esses que deverão ver assegurados o seu valor evidencial e de autenticidade. Além de que enquanto testemunhos das atividades desenvolvidas pelas Organizações públicas constituirão parte deles a memória social e patrimonial.

Neste sentido A DGLAB deve orientar parte da sua actividade no sentido de desenvolver processos, ferramentas e recursos capazes de dar resposta às necessidades de preservação dos objetos digitais produzidos na Administração Pública e que cuja conservação continuada seja considerada como justificada.

Neste contexto temos seguido quatro vias de atuação:

  1. O desenvolvimento de um arquivo digital com capacidade de integrar, gerir e disseminar os objetos digitais produzidos na Administração Pública. Neste domínio foi criado o RODA (Repositório de Objectos Digitais Autênticos). Este projeto foi desenvolvido com o apoio informático do Departamento de Informática da Universidade do Minho e mereceu o apoio parcial do POAP (Programa Operacional para a Administração Pública);
  2. A produção de documentos técnicos e normativos que auxiliem as instituições a compreender, gerir e desenvolver ferramentas que viabilizem a preservação dos seus objetos digitais. Neste domínio publicamos as Recomendações para a produção de planos de preservação digital; Folhas de recolha de dados (Plano de preservação digital);
  3. A intervenção na qualificação de Sistemas de Arquivos;
  4. A construção de comunidades em torno da preservação do património digital com vista à exploração de recursos comuns. Neste domínio não se faz distinção relativamente à natureza do património: procurando-se a colaboração dos mais diversos setores interventivos na sociedade e produtores de informação digital sejam eles  culturais, científicos, jornalísticos, etc. Com este propósito foi levado a cabo a 19 e 20 de setembro 2013 o 1º seminário de preservação comum de património digital.

Neste domínio oferecemos consultoria especializada e temos publicados os seguintes documentos:

Versão simplificada do documento de especificações MOREQ. Pretende dar contributos que possam auxiliar as organizações a selecionar sistemas aplicacionais de gestão de documentos que obedecem aos principais requisitos do MOREQ.

Trata-se de um documento que especifica requisitos funcionais e não funcionais para sistemas de gestão de arquivos eletrónicos. É uma publicação da Comissão Europeia constituindo um dos standards preconizados para a gestão eletrónica de documentos. Neste momento já foi publicado o MoReq 2010 que se encontra em processo de tradução pelo grupo de gestão documental da AMA (Agência para a Modernização Administrativa)

Última Actualização: 13 de Fevereiro de 2014